sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blogagem Coletica: Maternidade Real

Oi Meninas!!
Hoje o dia ainda está sob os impactos dos acontecimentos de ontem aqui no Rio. Tem muitas mães sem seus filhos por conta de um psicopata.

Mas a vida segue, e hoje eu quero falar de um tema proposto pela Carol Passuelo sobre a Maternidade Real.
É, diferente do que sonhamos sobre a maternidade, mas o que ela é de verdade pra nós depois que nossos bebês chegam.
E eu vou contar a minha história.

Eu sempre sonhei ser mãe, acho que com uns 12 anos eu já colecionava alguns livros sobre o assunto porque quando chegasse o momento não queria não saber nada sobre o assunto. Sempre quis saber o que faze, como fazer.
Achava um sonho ter um bebê no colo pra chamar de seu!! 
Ai ai....

Daí que casei e como tinha sofrido um aborto espontâneo, que me deixou muito mal, não queria demorar muito a ter um filho!! Um!! Fiz lá um tratamento, exames. E estava tudo certinho. Segui a tabelinha que serve bastante pra quem quer engravidar, né??) e deu tudo certo.

Gravidez confirmada, uma menina. Vai ser o sonho
kkkkkkkkkkkkkkk

Ai a Maria Cecília nasceu. Gente, porque alguem não me avisou que as contrações são uó??? E pior, eu tive contrações, mas tive que fazer cesárea. Como me disse o médico: "Ela evacuou na placenta, não podemos esperar por ser arriscado"
E meu marido avisando aos amigos que o "meu útero" havia rompido. (não é a bolsa???) Gente, é muito nervosismo hein!!!

Pois bem, não tinha bico para amamentar. E para alguém que sempre vestiu tamanho 44, e passou a 48 isso era um problema porque leite não faltava!!
Foram 30 dias de horror pra amamentar. Tinha momentos que atrasava o momento de amamentar porque sabia que a pega ia ser dolorida ao extremo. Foram noites chorando e o marido tentando consolar. 
Mas passou!! Ufa...

Onde eu trabalhava o horário era flexível, então ficava com ela pela manhã e chegava em casa cedo. Curtia bastante. Tudo muito bem, Peito até os 5 meses porque eu comecei a tomar antibióticos fortes e ela passou pra fórmula #maedemerda

Quando a Cecília completou um ano  e um mês, veio a notícia devastadora....
Grávida...de novo.....
E agora?
Gente, eu não esperava. Não sabia mesmo o que fazer. 
casada, morando com os pais ainda e uma filha.
E agora, mais um??? Essa história de que onde come um comem dois é papo que não cola. Porque come, mas come mal!

Eu chorei, não queria acreditar. Achava que os exames estavam errados. 
Mas o tempo passou e eu passei a gostar da idéia de ter um segundo filho, que logo depois descobri ser um menino... 
O Antonio seria chamado assim para homenagear o vovô que falecera poucos meses antes de descobrirmos o sexo. 
E esse nome é lindo!!
Não sofri tanto pra amamentar, forma só 15 dias de peito doendo, com ferida, vendo estrelas a cada pega!!

Ele já vai completar um ano...
Fico pouco com ele durante a semana, o horário de trabalho é maior, a Cecília foi pra creche com 2 anos e seis meses, quem cuida deles é a vovó, dou bala e pirulito quando ela pede, vejo novela com eles, vejo Xuxa com eles, almoçamos fora pra eu não ter que ir pra cozinha, dei potinhos nestlé para o Antonio, faço mamadeira as vezes no lugar da comida, fraldas só descartáveis, as de pano são decoradas só pra passear e limpar a boca, não larguei o emprego pra cuidar só deles, ligo pra casa 15 vezes por dia, somos viciados em shopping, os dois usam chupeta, não sei como tirar, no primeiro dia na metrnidade os dois ficaram com as fraldas cheias e eu nem percebi...

É tudo bem diferente do que imaginei...
Mas amo meus filhos, não posso ver um crime como esse que aconteceu e não imaginar se fosse com meus filhos, não suportaria ficar sem eles. Minha razão de estar aqui hoje são eles, o que faço é para eles.

6 comentários:

Camila disse...

É difícil e sacrificado muitas vezes, né?! Se não fosse assim, não seria real... e como é bom, né?! Um amor do tamanho do mundo que supre tudo!
Bjos,
Camila
www.mamaetaocupada.blogspot.com

Ananda Etges disse...

O que importa é o amor, é o sentimento de família e a união entre vocês. Como diz o selinho da blogagem: somos as melhores mães que podemos ser!

Beijos, Ananda.

http://projetodemae.wordpress.com/

Marcia disse...

"Maternidade Real" que coisa né!! A gente nunca imagina como é a verdadeira maternidade. Pensamos só em coisas prazerosas e alegres, mas esquecemos das noites acordadas, das dores no peito(não no meu caso), na mudança de rotina (tanto em casa como social). Pois é, meu amorinho chegou quando realmente decidimos tê-la. Depois de dois anos de casada e bem aproveitados, resolvemos que era a hora. Foi imensamente esperada, tudo do jeitinho que sonhei. Não tive dor nenhuma, a chegada da Livia foi muito prazerosa. A cesárea foi marcada e no dia lá estava mamãe e papai felizes. Fui para a cerurgia dando risadas, pois a médica é minha amiga de infância e o anestesista primo (ele filmou tudo). A amamentação foi também tranquila. Hoje minha filha é a maior alegria em nosso lar. É uma benção. Adoro quando sentamos à mesa do jantar, os três, e nos deliciamos com uma boa conversa e um belo jantarzinho!! Como professora prezo muito a educação e socialização, por isso participo de tudo na vida da Livinha. Faço parte do conselho de pais da escola, vou representando os pais nos passeios, vou no parque , na pracinha, nos parques de diversões, ufa!! Não dá mais para continuar.. vai cansar!!!
De repente nos deparamos com essas notícias que escurecem nosso dia. Puxa vida, chorei.Que dor ver essas mães...Oremos por elas.

Marcia disse...

Ps: Onde escrevi cerurgia, digo certo, cirurgia.!!
Bjus a todas!!!

Elaina disse...

Realmente a teoria é bem diferente da prática.

Nossos sonhos são realizados neles sim, mas de uma forma que nem imaginamos.

Amei seu post.

Bjs
Elaina
http://www.vidademae.net/

Germana disse...

Você é uma linda! E nem sabia que o Antonio havia chegado! Quando etiver no Rio avisa.