quarta-feira, 15 de junho de 2011

O que realmente importa...

Imagem do Google

Eu já manifestei aqui a vontade que eu tenho de cuidar dos meus filhos. Isso nem é novidade...
Eu queria ter mais tempo pra eles, decidir o que comerão no almoço ou se o café da manhã foi satisfatório, como brincaram e de que brincaram entes de tirar o cochilo da manhã.
Eu sempre quis ter filhos, mas eu nunca associei a isso o fato de precisar trabalhar e passar o dia todo longe deles. E com isso não participar de passos importantes do seu desenvolvimento.

Quando eu casei continuei morando com meus pais. Ai vieram os filhos. Duas jóias barulhentas, pirracentas e deliciosas!!
E é a vovó quem cuida dos netos, assim eu continuo trabalhando. A Cissa vai pra creche e o Antonio toma todo o tempo do dia. 
As vezes não dorme, come o dia todo, quer colinho e atenção.
Eu sou grata a meus pais por cuidar deles, mas tenho me sentido tão perdida ultimamente.
Recentemente decidi que não aceito mais piadinhas provocatórias a meu respeito, o que gerou alguns dias de péssima convivência em casa. coisas do tipo:
- Até parece que vc lava a louça!
- Ih, vai deixar o banho pra amanhã.
-Ahahah, a cozinha nem se lembra de vc.

Pode parecer uma bobagem, as vezes é, meu marido disse que radicalizei. Mas  escutar isso uma vez por dia de pai, mãe, irmã, uma hora a gente cansa. 
Não sei vocês, mas me sinto diminuída com tais comentários.
Porque eu sei que gosto de cozinhar, atraso o banho pra ficar mais tempo com as crianças, afinal chego em casa 20h e saio de casa as 6h. O tempo com eles é tão curtinho que quaisquer dez minutos fazem tanta diferença....
Então eu cansei. 
E eu e marido temos conversado mais sobre o tempo das coisas. E o tempo de construir nossa família já chegou a nossa porta, e esta batendo feroz!

E eu fico com tantas dúvidas.
- Continuo trabalhando?
- Procuro uma creche e berçário para as crianças?
- Vai compensar o valor pago?
- Posso confiar nessas creches?
- Pra onde ir?

Nós ainda não decidimos.
Estamos organizando as finanças. Cortando os supérfluos, que não são poucos, enxugando onde der pra ir pro nosso canto.
Sei lá...
Marcia Pergameni

2 comentários:

Sheila disse...

Marcinha.....te conto minha historia depois por e-mail, mas vcs encontrarão a melhor solução...pode apostar...um beijo no seu coração;

Karin disse...

Márcia, que decisão difícil. Olha, eu te entendo quando você fica braba com seus pais, juro que entendo...
Passo quase pelo mesmo, minha mãe reprova o jeito que eu educo meu filho, acha que eu sou muito rígida com ele e blá blá blá...
É um saco, seu casamento vai agradecer você se mudar, só digo isso, vai fazer muita diferença, inclusive na criação dos seus filhos, afinal de contas vocês não terão ninguém metendo o bedelho onde vocês não chamaram...
As demais coisas, vocês ajustam...

Mas acho que é uma grande coisa a se pensar e fazer funcionar, viu.

Desculpa minha sinceridade... e desculpa se falei besteira - ignora!

Beijos

Karin
www.mamaeecia.com.br